Cavalcante guarda seu tesouro exatamente onde ninguém mexeu ainda.
O hype da Chapada dos Veadeiros sempre esteve em Alto Paraíso e São Jorge. E está tudo bem, são lugares bonitos, com estrutura, com nome feito. Mas nem todo mundo está pronto para a conversa que eu preciso ter: o cerrado mais intocado do Brasil não está lá. Está aqui.
As cachoeiras de Cavalcante são inacreditáveis, e eu digo isso depois de sete anos vendo gente chegar aqui achando que já tinha visto tudo. Eu brinco que são jurássicas: paredão de pedra, mata fechada em volta, água que corre como corria antes de existir estrada. Água azul, de verdade, é por aqui.
E a verdade que mais me encanta é esta: Cavalcante ainda não se mostrou por inteiro. Há cachoeira sem nome, trilha que só o condutor kalunga sabe, canto do vale onde você passa o dia sem cruzar com ninguém. Ainda há muito a ser descoberto, e eu prefiro assim.
Foi por isso que escolhemos ficar. Não pelo movimento, não pela vitrine. Pelo silêncio que ainda existe aqui, e que é a coisa mais rara que a gente tem para oferecer.
Se você está decidindo entre Alto Paraíso e Cavalcante, a pergunta não é qual tem mais opção. É o que você quer levar de volta.
Casa de vidro para dois, suspensa na mata, com sauna e hidromassagem no deck. Eu recebo pessoalmente e ajudo a escolher as cachoeiras antes de você chegar.
Este texto é opinião pessoal minha, anfitriã da Casa da Árvore em Cavalcante (GO).